E a lua, segundo o seu costume, dava tanta importancia a estas cousas, como os dous habitantes mais felizes do globo lhe davam a ella................................. etc. etc.

E pouco mais continha a minha descripção em estylo oriental.

É realmente demasiado respeito ás conveniencias privar-se o publico d'um fragmento assim! Não obstante, rasguei-o, protestando jámais querer editor para as minhas obras.{85}

XVI.

Palavras textuaes do meu amigo Bento de Castro da Gama:

«João, arrepende-te de haveres maculado a pureza de Hermenigilda com uma suspeita menos casta.

—Eu! santo nome! pois fui eu que a maculei!?

«Sim, tu contavas-me a historia de tua prima, quando a innocente rapariga brincava com o preto puerilmente.

—Valha-te o senso commum, amigo Bento!—repliquei eu—Que terrivel significação tu déste á minha historia! Poderia eu criminar a simplêza d'um brinquedo que desde creança respeito e absolvo, porque o vejo sanccionado na minha Arte do Pereira, livro didatico, escripto para andar entre mãos da mocidade!...

«Mas o que faz a Arte do Pereira ao nosso caso?!