—Já, já, é necessario sahir já d'aqui...

«Por quem és, explica-te, João.

—E eu pela tua honra te supplico que me não interrogues mais. Vamos apparelhar os cavallos.

Bento de Castro seguiu-me como um somnambulo. Viu-me, na immobilidade do idiotismo, sellar as cavalgaduras. E quando eu lhe disse: «monta!» não se moveu. Era indispensavel tiral-o d'aquelle torpôr. Cobrei animo, e disse-lhe:

«Estás disposto a adoptar o filho de Hermenigilda?...

—Se elle é meu filho...—murmurou elle.{110}

«Qual teu filho?! vamos! monta a cavallo!

—Pois de quem?! Tu queres enlouquecer-me!

N'este instante uma criada dizia d'uma janella para o quinteiro a uma filha da caseira:

«Nasceu um menino.