Tal como existem mercados
Ou feiras, semanalmente
Para comprarmos os gados
Assim ha praças de gente
Pelos domingos calados!
Emquanto a ovelha arredonda,
Vão tribus de sete filhos,
Por varzeas que fazem onda,
Para as derregas dos milhos
E molhadellas da monda.
De roda pulam borregos;
Enchem então as cardosas
As moças d'esses labregos
Com altas botas bartrosas
De se atirarem aos regos!
Eil-as que vem ás manadas
Com caras de soffrimento,
Nas grandes marchas forçadas!
Vem ao trabalho, ao sustento,
Com fouces, sachos, enchadas!
Ai o palheiro das servas
Se o feitor lhe tira as chaves!
Ellas chegam ás catervas,
Quando acasalam as aves
E se fecundam as hervas!…
II
Ao meio dia na cama,
Branca fidalga o que julga
Das pequenas da su'ama?!
Vivem minadas da pulga
Negras do tempo e da lama.
Não é caso que a commova
Ver suas irmans de leite,
Quer faça frio, quer chova,
Sem uma mamã que as deite
Na tepidez d'um alcova?!
Nota: Incompleta esta poesia. Foram os ultimos versos do poeta.