Cesario Verde (José Joaquim Cesario Verde) nasceu em Lisboa,
freguesia da Magdalena, em 25 de fevereiro de 1855 e falleceu no
Paço do Lumiar em 19 de julho de 1886. Era filho do sr. José
Anastacio Verde, negociante, e da srª. D. Maria da Piedade dos
Santos Verde.

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A estreia do poeta nos dominios da publicidade data de 1873. Foi o auctor d'estas notas e editor d'este livro quem fez publicar no Diario da Tarde do Porto, em folhetim, os primeiros versos de Cesario Verde, precedendo-os de uma carta de apresentação a Manoel d'Arriaga. Esses versos não se reproduzem no livro de Cesario Verde, porque o poeta os considerou muito inferiores aos que hoje se reproduzem. Realmente o eram—pela hesitação do neophyto.

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Outros versos foram condemnados pelo auctor e a condemnação foi hoje respeitada: entre elles citaremos a Satyra ao Diario Illustrado, as poesias Vaidosa, Subindo, Desastre, e algumas outras composições de menos folego.

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No Prefacio registra-se a promessa de um estudo critico sobre a Obra de Cesario Verde. Essa obra, dispersa nas columnas do Diario da tarde, do Porto, da Renascença, da Revista de Coimbra, da Tribuna, da Illustração, etc., não será discutida pelo auctor d'estas linhas. Não é hoje discutida, nem o será jamais. Sobeja-lhe, ao auctor da promessa, em enternecimento e amargura quanto lhe falta em serenidade; —ficam auctorizados a dizer: quanto lhe falta em competencia.

Tambem se registrou algures a promessa de um ajuste de contas com os insultadores do poeta. Inutil:—nenhum d'elles sobreviveu aos insultos.

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Os 200 exemplares d'este livro serão distribuidos pelos parentes, pelos amigos e pelos admiradores provados do illustre poeta, bem como por Bibliothecas do paiz e do estrangeiro. A lista de distribuição será publicada. As reclamações justificadas serão attendidas.