Nem pensar n'isso é bom.

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Bastará o auxilio das economias—isto é: de reducção nas despezas—dado à prudente elevação do imposto, para pôr a nado a encalhada e fendida nau de nossa fazenda?

Ainda assim, não. Quanto mais vindo as economias desacompanhadas de tal soccorro!

As economias são uma boa e excellente cousa, como funcçao ordinaria de governação publica e elemento de confiança nos destinos do paiz.

Para salvação não bastam.

Tem-se abusado d'essa palavra sonora, martellando com ella o espirito popular, para favorecer intuitos de mando e combater com ella o augmento de contribuição.

Poupam-se alguns contos de réis por um lado, quando se poupam. Esbanja-se, pelo outro, o capital do bom juizo publico, dilapidando-o, com falsas idéas.

A differença é contra o paiz.

Quem não deseja que se economise até ao ultimo real na administração do estado, sizando com mão avarenta todos os gastos que não forem indispensaveis á gerencia da nação?