Correram dentro um ferrolho.
Approximei-me então, guiado pelo rangido. Na minha frente e nas minhas costas, frouxamente allumiadas por uma lampada do salão contiguo, estendiam-se duas séries de portas fechadas, perfeitamente iguaes. Pareceu-me, comtudo, que o vulto penetrara na de numero 19.
Seria a do beliche de Lupe?
Não se calcula a superexcitação que desassocegou-me o resto da noite. Desencontradas idéas fervilhavam-me dolorosamente no espirito.
No almoço da manhan seguinte, Lupe apresentou-se fresca e jovial, como nunca.
Esquadrinhei-lhe ancioso as feições, e, com intima alegria, averiguei que as embebia, sob a vivacidade costumeira, serena expressão virginal.
Mas as exterioridades illudem. Suspeita horrivel continuava a me torturar.
Subimos ao tombadilho após a refeição e trocamos banalidades sobre o tempo, a marcha do Colima, as nossas respectivas condições sanitarias.
Abruptamente perguntei-lhe:
—Qual o numero de seu camarim?