—Estou desacclimada... O vomito negro, febre amarella do Brazil, grassa em Acapulco endemicamente, não poupando os recem-chegados...
—Por quem é, Lupe, não alimente pensamentos funebres. Julgava-a mais valente. Deixe-se de semelhantes romantismos. Está moça, robusta, bella. Quem sabe o esplendoroso futuro que ainda lhe reserva a Providencia? Casará certamente com algum rapagão de bom gosto que a comprehenda e aprecie. Rever-se-ha na linda próle. Será feliz...
—Não!—interrompeu ella energicamente. Eu só desposaria aquelle a quem o meu coração pertencesse... E o meu coração... o meu coração... não pertencerá a ninguem.
N’isto, o tocador de bomba, terminada a tarefa, encaminhou-se para a nossa sala. Era, effectivamente, o dono da casa.
Tirara a fardeta e arregaçara as mangas da camisa, em cujos folhos abatidos nodoas côr de vinho transpareciam. Mas reatara á cinta a espada, que se arrastava tlintando medonha no assoalho.
Mal me viu, arremessou-se-me aos braços, n’um terno arrebatamento intempestivo.
Chamou-me effusivamente—illustre amigo—e convidou-me acto continuo a tomar pulque (a bebida popular mexicana, feita de uma planta denominada pulquero e embriagadora, como o alcool), á saude da irman e da sobrinha. A vinda das duas, asseverava, voz em grita, cumulava-o de regosijo.
E berrou para trazerem o licôr offerecido:
—Ó Pancha... Ó Dolores... Ó alguem... Ó inferno!...