Um dia, não me lembra por que desvio, versou a nossa palestra sobre Lupe.

—Pobre louquinha!—disse Herr Pfeiffer.

—Qual o seu juizo a respeito d’ella?—inquiri.

—Physicamente considerando, superlativo.

—E o moral?

—Oh! não formúlo quanto ao moral juizo algum, por falta de dados sufficientes. Incompletos os materiaes de apreciação. Os modos, indubitavelmente, revelavam, uma evaporada ou fanada, conforme expressão dos Estados Unidos. A fast girl. Mas nem sempre a forma coincide precisamente com a realidade intrinseca. Ninguem, como o senhor, póde fornecer esclarecimentos sobre aquelle gentil producto hybrido.

Dá-se ali o cruzamento de uma descendente de aztéca com um yankee, aventureiro da California. Miss Hedges se lhe offerecia da maneira a mais clara, escandalosa, se me toléra o termo. Era mais que o flirt, o namoro americano, o qual comporta tamanhas concessões, era...

—Perdão,—contravim. Entre mim e a senorita Lupe reinou sempre a mais completa correcção.