N’esta quadra de palavriado torrencial, deve-se indulgencia aos que ambicionam furtar-se ao words! words! do principe dinamarquez.
Iriel, o finissimo chronista parisiense do Jornal do Commercio, occupando-se de Lupe com inexcedivel gentileza, que me penhorou e desvaneceu, observa, entretanto, que a protogonista se exprime n’uma linguagem emphatica e declamatoria.
—Ella não conversa, discursa,—diz o meu eminente confrade,—o que constitue nota discordante e desagradavel.
Mas na maneira empolada de se expressar residia um dos tics, naturaes ou affectados, da joven mexicana.
Muito de industria, mantive simelhante diapasão por parte d’ella nos dialogos relatados, para dar ideia fiel da minha heroina.
Concluindo este pequeno cavaco, cumpro o dever de manifestar varios agradecimentos.
Agradeço, em primeiro logar, ao publico fluminense a nimia generosidade com que tem acolhido os meus escriptos. Continuarei a trabalhar com crescente esmero e escrupulo, a fim de me mostrar digno de tamanho favor.
Agradeço á imprensa as noticias publicadas sobre esses escriptos.
Sou reconhecido ainda ás menos favoraveis, comtanto que haja bôa fé e polidez. Prefiro juizos severos, que emendam e estimulam, ao silencio calculado da má vontade, o qual, com offender, desanima.
Agradeço finalmente ao meu bom editor e amigo, Sr. Domingos de Magalhães, o verdadeiro carinho que dispensa a meus livros, julgando-os merecedores de luxuosos requintes typographicos.