A vida da monja da Rosa, no longo periodo que vae desde a sua profissão em 1629 até 1693, corre sem ser cortada de outros incidentes, que não sejam as producções litterarias com que ia celebrando factos, e dirigindo-se a personagens importantes.
Saúda a acclamação de D. João IV n’um soneto em perguntas e respostas, genero muito em moda, que já Camões cultivara.
Dirige muitas cartas á Duqueza de Medina—Celi, que devem ser interessantes, mas de que na Bibliotheca Publica, onde as procurámos, por indicação do catalogo de Garcez Perez, não encontrámos vestigio.
Dedicou rimas ao padre Antonio Vieira, a Manuel Severim de Faria, a Antonio de Sousa de Macedo, etc.
E solicitada para concorrer com as suas producções aos certamens litterarios, que se realizavam quer no Convento do Carmo, quer nas varias Academias, vê coroadas e premiadas essas poesias e sente-se festejada pela fina flôr do cultismo.
Por isso não lhe faltam encomios e elogios.
É Antonio dos Reis que no seu Enthusiasmus poeticus, a sauda em latim. É Souza Caria que traduzindo esse elogio lhe chama:
«A celebre Violante
A delicia do Céo, da terra o gosto».
É Antonio de Sousa de Macedo que na Eva e Ave a chama insigne e nas Flores de España e Excelencias de Portugal a saúda como auctora de Obras admirables.