D. Antonio Caetano de Sousa na «Historia Genealogica» entende que este dizer é uma prova de que o Duque não tinha casado.
Salvo melhor interpretação, parece-nos que o Duque escreveria assim, prevendo que, se lhe chamasse sua mulher, os herdeiros se prevaleceriam da nullidade por não ter havido dispensa, e lhe negariam o legado.
«Que quero que haja non cazando ella.» Dizia o Duque no testamento.
Ella, porém, poucos annos passados, ajustou-se a casar com um parente viuvo, D. Manoel de Sousa e Silva, aposentador-mór da Casa de El-Rei D. Sebastião.
O parentesco entre os dois era apertado e tornava-se necessaria uma dispensa de Roma.
Eram demorados n’esse tempo os tramites para resolução d’estes negocios. E os noivos impacientavam-se com as longuras.
Que fazer?
D. Manoel de Sousa resolveu partir para Roma na empreza de facilitar a concessão. Obtida a desejada licença, regressou triumphante a Lisboa.
D. Maria Manoel tinha morrido entretanto!