[[38]] Eis alguns dos nomes citados pelo sr. Daniell: Attahre usado em Yorruba: Ussorgé em Ebo: Anniewhé em Accara: Weeza entre os Ashantis: Guetta e Emaneguetta entre os Krus: uma variedade de fructos mais pequenos é chamada Tosshan te timmané em Serra Leôa: Niammakyu entre os negros Susus: Bellankufo entre os Mandingas do interior; uma terceira variedade de fructos ainda menores recebe o nome de Tokoto m'pomah em Fernão do Pó, e de Dungo zargo e Dungo zenzambah no Congo. Conservei escrupulosamente a orthographia usada pelo sr. Daniell, que não é talvez a mais propria, e corresponde á impressão produzida em um ouvido inglez pelos sons dos dialectos africanos. Barbot, citado por Daniell, diz que nas proximidades do cabo Lopes, se dá á droga o nome de Calicute. Deve ser uma antiga designação portugueza, derivada da semelhança com a pimenta que vinha de Calecut.
[[39]] O genero Piper tal qual se acha constituido na monographia das Piperaceae do sr. Casimir de Candolle (Prodromus, XVI, S. I.), inclue os generos Chavica, Cubeba e outros, e abrange mais de 600 especies.
[[40]] Com este nome (poivre long noir) a menciona Pomet, negociante droguista de Paris, referindo-a a uma figura bastante exacta, para que se não possa duvidar da identidade da especie. (Hist. géner. des drogues, p. 225, f. 140, éd. de 1735.)
[[41]] Os nomes de maniguette, bois d'Ecorce, poivre d'Ethiopie são dados a uma planta denominada Waria Zeylanica, por Fusée Aublet (Hist. des plantes de la Guiane, I, p. 605, t. 243), a qual sem duvida é a Xylopia Ethiopica.
[[42]] Temos em favor d'esta opinião a auctoridade de Robert Brown (Exp. to the river Zaire, etc. Appendix. p. 469), e a não menos valiosa de A. de Candolle (Prodrom XIII, p. 412). Fraas é de opinião contraria, e suppõe que o Capsicum longum DC, fôra conhecido de Theophrasto. (Synops. pl. fl. classic., p. 160.)
[[43]] Veja-se a carta de Chanca nas (Select letters of Columbus, etc., na Coll. Hakluyt).
[[44]] Simplicium medic. ex novo orbe delatorum, traducção latina de Clusio inserida nos (Exotic. p. 343). Monardes excellente auctoridade pelo tempo (1565) e logar, em que escreveu, admitte a origem americana da planta.
[[45]] Clusio nas notas a Monardes, (Exotic. p. 343. A numeração das paginas vem errada na edição de 1605 e lê-se 341 mas deve ser 343). Na mesma nota diz Clusio, que a planta se chamava então em Lisboa pimenta do Brasil.
[[46]] Esta embaraçosa confusão fazia exclamar ao antigo auctor Geoffroy: «Nulla res est fortasse in re Pharmaceutica magis litigiata quam Cardamomi notitia.» (Tractatus de materia medica, II, p. 364.)
[[47]] Spec. plant. I p. 9 ed. Willd. 1797.