[[91]] Penteado tinha feito viagens a Africa, sendo mesmo encarregado da guarda da costa da Malagueta, antes de passar a Inglaterra, aggravado por uma prisão que julgou injusta. Dos esforços feitos pelo infante D. Luiz para que voltasse ao reino, se deduz que era pessoa de importancia. Foi victima n'esta viagem dos maus tratos e dissabores, porque o fizeram passar os inglezes.

[[92]] A bota ou antes botta, segundo a orthographia proposta por Duarte Nunes de Leão, correspondia a duas terças partes de uma pipa. Dava-se tambem este nome a um barril grande ou barrica d'aquellas dimensões. Em barricas se trazia então habitualmente a malagueta. João Lok, trouxe em 1554 «thirty six butts of graines.» O butt é uma barrica da capacidade de cento e vinte e seis gallões.

[[93]] O visconde de Santarem cita brevemente este despacho, e diz que elle fixa a época em que a primeira malagueta foi levada ao mercado de Ruão. Do theor do despacho não resulta bem claramente que fosse a primeira vez, e unicamente se vê que não era um acontecimento vulgar e corrente.

[[94]] ... a very hote fruit, and much like unto a fig, as it groweth on the tree. (Hakluyt II, p. 12, citado por Daniell.)

[[95]] They grow a foot and a half, or two foot from the ground, and are red as blood when they are gathered. The graines themselves are called by the Physicians Grana Paradisi. (Ibid. p. 22, citado por Daniell.)

[[96]] Já fiz notar que esta asserção, referindo-se a uma época posterior perto de um seculo ao descobrimento d'aquella parte da costa, nenhuma importancia tem relativamente á primitiva origem do nome.

[[97]] Annaes d'el-rei D. João III, etc., p. 378.

[[98]] (Ibid. p. 401). Esta venda foi talvez realisada nas feitorias de Flandres, que ainda então existiam, sendo n'este anno feitor Jorge de Barros: a feitoria de Flandres só foi desfeita no anno de 1549.

[[99]] Flükiger and Hanbury (Pharmacographia p. 592.)