Por outra fórma se não póde deixar de considerar o seu procedimento, se attendermos ao addiamento da questão, censurado pela imprensa em meados de 1872 e immediatamente considerada pelo governo, para guardar apparencias; porque foi outra vez despresada até fins de 1874, em que de novo fôra lembrada, para tornar a ser esquecida, como é facil de prever, se attendermos a que as medidas propostas na legislatura de 1876, pelos membros da commissão nomeada em 1873, não tiveram echo no parlamento, preterindo-se a discussão d'este assumpto gravissimo por outros de uma importancia secundaria, e quem sabe mesmo se essencialmente prejudiciaes aos interesses do paiz.
CAPITULO VI
I
Os acontecimentos do Pará, em 1874, a que como já dissemos, tambem se refere o auctor do livro o Brazil, obriga-nos a entrar de novo no assumpto.
Mas antes de o profundarmos cumpre-nos declarar que se não publicámos, como prometteramos, o segundo livro annunciado no final das Questões do Pará, foi por que tendo nós pedido documentos que julgamos indispensaveis para fazer a historia d'aquella horrorosa tragedia, a um amigo nosso residente no Pará, e tendo elle accedido do melhor grado ao convite, o portador a quem os confiára, chegado que foi a Lisboa, entendeu dever exonerar-se do compromisso que voluntariamente se impozéra, ou, o que é mais extranhavel, subtrahio-os!
Ó heróico poeta, como tú conhecias o mundo quando assim pensavas:
Dizei-lhe que tambem dos portuguezes
Alguns traidores houve algumas vezes.
Mas... prescindamos dos documentos e examinemos as considerações que aos referidos tumultos fez o auctor do livro o Brazil; e para que com conhecimento de causa sejam julgadas as nossas palavras, citaremos d'esse livro os trechos sobre que entendemos dever fazer alguns reparos.
Um jornal do Porto escrevera opportunamente a respeito das desordens do Pará: