«A colonia portugueza do Pará, é continuamente insultada por alguns jornaes d'aquella terra, insultos quasi sempre acompanhados de improperios soezes e estultos á nossa bandeira nacional, sem se lembrarem sequer, esses desgraçados! que foi á sombra d'ella que os seus avoengos viveram por tres seculos!»
O sr. Carvalho responde o seguinte no seu livro:
«Ao escriptor portuense confessamos que assistem razões muito ponderosas para se pronunciar por este modo. Peza-nos sómente, devéras o dizemos, que ao traçar tão bem cabidos reparos, não carregasse um pouco mais a mão...
E continúa logo:
«...... Ainda assim pedimos-lhe que nos conceda estendel-os tambem a uns certos hydrophobos de cá, que, ha tempos a esta parte, se deixam tomar da mania de vomitar doestos e calumnias contra o Brazil.»
O que é logico é que se o escriptor portuense seguisse o conselho do snr. Carvalho, de carregar um pouco mais a mão, como tantos jornalistas fizeram, quando appreciaram á luz d'este seculo os actos de selvageria praticados no Pará, não poderia deixar de ser cognomisado de hydrophobo!
O auctor do Brazil assim desculpa os nossos insultadores:
«Este imperdoavel abuso da liberdade de imprensa no Brazil, explica até certo ponto a razão de ser dos seguintes pasquins—O Alabama, da Bahia—O Commercio a retalho (digno sucessor do Tribuno), de Pernambuco—e A Tribuna, do Pará.
«Em Portugal, vá-se dizendo tambem para desconto de peccados, surgem a espaços no seio do jornalismo uns dignissimos émulos d'aquelles leprosos d'além-mar. Exemplos:—O Raio—O trinta mil diabos—O chicote dos ladrões, etc., etc.
«Lá e cá o publico sustenta-os e folga com elles. Esta a verdade, tal qual é.»