«É commandada pelo sr. capitão tenente Francisco Teixeira da Silva, um dos ornamentos da marinha portugueza, e vem estacionar em nosso porto com o fim de proteger os seus compatriotas, aqui expostos ao furor de uma horda de canibaes.»

«Ora, será a colonia portugallega tão bruta, não haverá no meio d'ella, ao menos um portugallego, que tenha um pouco de senso, para vêr n'aquellas palavras a mais negra irrisão?

«Ora digam-nos agora, portugallegos, não será uma grande caçoada, uma negra irrisão, chamarem a vossa corveta Sagres:—gentil, elegante, protectora etc., etc.?

«Safa! que ser-se cego assim já é demais, e fazer-se tanto assim dos outros tolos é abusar-se muito!

«Pobres portugallegos!

«Ficae certos, que nós somos vossos inimigos, havemos contra vós queimar até o ultimo cartucho, e derramar até a ultima pinga de sangue, porque nos fazeis todo o mal possivel; mas não vos illudimos, de vizeira alçada fallamos a linguagem da franqueza e do positivismo, não nos encobrimos com o manto infame da hypocrisia e falsidade sómente para vos sugar os cobres, como esses miseraveis especuladores do Diario de Belem, Gram-Pará e Liberal do Pará.

«Ficae certos, que quando chegar a hora tremenda da revolução, estes vossos amigos de hoje serão os vossos mais cruentos inimigos, para que elles não sejam victimas da indignação de seus proprios patricios. Elles, os vossos amigos hão de querer rehabilitar-se perante o povo brazileiro, e para isso mais depressa que nós vos mandarão cear com Belzebuth!

«Esperem, esperem e verão como os factos e os tempos se encarregarão de corroborar estas nossas opiniões.

«Crêde-nos que, quando cahir entre nós o raio flammejante da revolução é para fazer uma unica e nobre divisão: de um lado—brazileiros, do outro lado—portugallegos.»

No mesmo numero, a proposito de um baile no Cassino: