«Sympathicas leitoras.—Na carencia de divertimentos, festas e prazeres bateu-vos á porta a festa do glorioso prelado de Sebaste, S. Braz, o milagroso advogado das molestias da garganta.
«Bailes não houve... Alto lá, musa: olha que já me fizeste pregar uma mentira ás benignas leitoras!
«É verdade que eu bem podia vender este peixinho ás minhas delicadas leitoras, porque eu não vi nenhuma nos salões do Cassino, mas em descargo de minha consciencia e respeito ás minhas caras leitoras, não quero, não posso, não devo mentir.
«Portanto, houve no sabbado baile no Cassino; baile, que os seus maiores dilectantis esperavam ser de... grande gala, pois para isso foi convidada toda a officialidade da Sagres.
«Mas oh! bellas leitoras, grandissimo fiasco! Só vi alli meia duzia de moças e outro tanto de moços brazileiros que retiraram-se logo, onde entre elles veiu-se escorregando o vosso chronista, porque a coisa não cheirava lá muito bem.
«Gostei, leitoras, gostei de não vos ver alli n'aquelles agallegados salões do Cassino.
«Pois não! Quem mais dignos de dançar comvosco se não os vossos patricios, creaturas de corpos leves e ageitados, limpos e aceiados?
«Haveis trocal-os pelos corpos dos portuguezes immundos, insupportaveis e pezados como um cêpo?
«Ora essa é o que faltava!
«Arranjem-se p'ra lá... como poderem, comtanto que as nossas amaveis leitoras não estão resolvidas a dançar um fado em lugar d'uma polka, e aguentarem com esses alarves desenfreados.