Mas vamos á historia dos telegrammas.
Os espiritos conservavam-se agitados, especialmente, desde o dia 21 de novembro.
Esperavam-se, a toda a hora, providencias do governo central, com respeito ao telegramma do presidente. Até que afinal, o governo deu um ar da sua graça, declarando ao seu representante no Pará, que procedesse dentro dos limites da lei!
Os tribunos que até alli tinham zombado de tudo e de todos, continuaram a zombar, não só da lei, como da decisão do governo, cuja noticia correra logo de bocca em bocca, não obstante a tal decisão ser secreta como secreto tinha sido o telegramma do dia 21 de novembro, que nós devassamos!
Quem padecia mais com as indicisões do governo central era o commercio; por isso expedimos, no dia 25, a seguinte parte telegraphica, resultado das repetidas conferencias que tivemos com seus representantes:
«Bancos restringiram operações. Tribuna sahida hoje mesma linguagem.»
A Tribuna não podia deixar de se mostrar fanfarona, á vista dos medos do governo.
O presidente, não podendo fazer cousa alguma dentro dos limites da lei, foi para o jornal official proclamar ao povo contra os excessos da Tribuna e seus apaniguados.
Compare-se esse documento publicado nas Questões do Pará, com o extracto que d'elle fizemos em nosso despacho telegraphico expedido para o sul em 26 de novembro, e ver-se-ha que a consciencia e não o espirito de nacionalidade, presidira sempre aos nossos actos de agente fiel da companhia Americana.
É este o despacho: