«Jornal Official diz chegou occasião lamentar estado provincia que retrograda gigantescamente. Japão civilisa-se, Pará passa terra selvagens. Ideias tríbunicias defendidas por influencias. Edificações paralisadas, decrescimento rendas, commercio desanimado, telegrammas para Europa suspendendo pedidos. Tribuna cessaria publicação, mas agenciaram subscripções; emissarios foram intimar publicação. Conclue—governo disposto manter tranquilidade. Não tolera empregados devem ser ordem, estejam collocados á testa movimentos tribunicios. Fez sensação artigo. Reuniões influentes casa Tribuna

Por aqui póde vêr o sr. Augusto de Carvalho e os seus dignos correligionarios optimistas, que com a propaganda da Tribuna do Pará, não riam nem folgavam os leitores, como riem e folgam com a leitura dos nossos jornaes burlescos.

Em 27 de novembro ainda não tinham socegado os espiritos. A prova d'isso está nos telegrammas do presidente do Pará, publicados na folha official do Rio de Janeiro, e que já transcrevemos em outro logar.[[60]]

VII

Já viram os leitores, que, comnosco estavam interessados na questão: o presidente, os jornaes de todos os partidos, exceptuando a Constituição e a Tribuna, o corpo commercial e por ultimo, os officiaes da Sagres, que expediram pela agencia americana para o Diario Popular, o seguinte telegramma que não chegou ao seu destino, e para cuja publicação estamos auctorisado:

«(27-11-74.) Diario Popular.—Lisboa. Tribuna insolentissima. Officiaes Sagres prohibidos ir terra. Humilhantissima posição. Providencias immediatas.—Maia.»

O seguinte despacho fôra expedido por nós em 28 de novembro:

«Constituição responde ao Jornal Official, refutando. Opina publicação Tribuna, mudando linguagem. Gran-Pará acompanha Jornal Official

E, effectivamcnte, a Tribuna acceitou os conselhos da Constituição!...

Eis como o deputado, Wilkens de Mattos, esclarece a questão, no Diario de Belem de 2 d'agosto de 1874.