Temem mais os selvagens que os francezes, e os do Nilo receiam mais os egypcios do que os estrangeiros, o que explica Solinus dizendo reconhecerem elles naturalmente pelo cheiro os que o guerreiam constantemente.
Disse um phisiologista, que quando elle devora alguem, chora a sua desgraça: não sei si será verdade.[69]
Alem d’estes exercicios, no Piry perseguem os selvagens as tartarugas, ahi em quantidade incrivel, e trazem-nas vivas tantas quantas podem.
Não são avarentos, antes sim por poucos generos alcançareis muitas.
Lembro-me, que passando algumas canoas pela nossa situação de São Francisco, por uma faquinha de custo de um soldo na França, deram-me setenta, e pela farinha, que lhes offereci para jantar, mimosearam-me com vinte e cinco, que guardei em lugar humido e fresco, deitando-lhes todos os dias um pouco d’agoa, e assim se conserváram sem comer por mais de seis semanas.
Os selvagens comem-nas com muito gosto, e dizem que ellas lhes conservam a saude, e lhes fazem bom estomago.
Cozinham-nas em seos cascos inteirinhas, sem tirar-lhes as entranhas, e nós as achamos assim preparadas muito melhores do que de outra fórma.
Si algum d’elles soffre dos ouvidos por algum defluxo tiram as mulheres o sangue d’estes reptis, misturam-no com o leite tirado de suas mamas, e com isto friccionam o fundo da orelha.
Quando arrancam o cabello dos seos corpos, com pinças de ferro, que lhes dão os francezes, esfregam a pelle com...