Deixam a fonte e vão em tumulto procurar seos amores, e n’isto ha ordinariamente grandes gritarias, gemidos, mordiduras e arranhamentos, porque querem os mais fortes escolher as damas e serem servidos em primeiro lugar.
Nada digo sem experiencia e tudo isto presenciei todas as tardes na nossa fonte de S. Francisco.
Vão pescar sempre em companhia, carregando ás macacas ás costas seos filhos.
Pescam carangueijos e mariscos.
Antes de agarrarem os carangueijos, quebram-lhe as tezoiras para livrarem-se das mordidellas, depois quebram-nos com os dentes, e, se estão rijos, com pedras, e o mesmo fazem com os mariscos.
Cuidam muito as mães no sustento dos filhos, antes de poderem elles por si buscal-o; tiram o marisco e o carangueijo da concha, limpam-no muito bem, e offerecem ao filho nas costas, e estes o agarram e comem.
Nunca vão para longe das arvores: é o seo refugio apenas ouvem algum motim, ou vêem alguem, e por isso para as suas pescarias escolhem lugares proximos á arvores altas e copadas.
Si veêm passar uma canoa de selvagens, muito longe d’elles, saudam-nos rindo a seu modo, si se aproxima a canoa, fogem, e ninguem os pilha.