Ælian, no livro 14 de suas Historias diversas, disse, que «Epaminondas se admiraria muito se sahisse do seo palacio para misturar-se com o povo, e não adquirisse um novo amigo para juntal-o aos seos amigos.»
Não nos seria necessario ir a 200 e nem a 300 legoas afim de conquistar novos amigos para Jesus Christo, porque viriam por si mesmos offerecer-se para isso.
Gelius no livro 1º cap. 3º conta, que Pericles, um dos grandes do Areopago de Athenas, terminava a amisade dos homens junto aos altares dos Deoses, porem nunca fallou da amisade divina entre Deos e os homens, estabelecida e enraisada sobre os altares, porque pagão, como era, não podia comprehender a força e o vigor de tal amor, similhante ao do proprio centro, onde cada creatura tem o destino de viver e descançar.
O poderoso rei Darius recebeu em presente de um seu amigo uma bella romã, que partio ao meio, e admirando a bellesa e o numero dos seos grãosinhos disse aos que com elle estavam—por minha vontade eu teria tantos Zopiros, (nome do seo mais intimo amigo) quanto ha de grãos n’esta romã.
Não foi pequena graça, e nem pequeno privilegio, que Deos fez á Ordem Seraphica de São Francisco dando-lhe a faca da palavra para abrir o pomo ainda inteiro e fechado das terras de Maranhão afim de apresentar a Jesus Christo milhões de almas, não só para com Elle se conciliarem, mas tambem para um dia lhe serem fieis esposas.
Deos inspirou a Salomão, no liv. 4º dos Reis, cap. 29, fazer os capiteis das columnas com arame, semeiado de romãs, indicando assim a missão do Evangelho para com as nações infieis, servindo para agarrar os peixes fugitivos por meio de uma eloquencia docil, e as romãs para ligal-os e unil-os pelo amor de Jesus Christo ao resto dos fieis, não havendo nada mais forte para obter o accordo que o proprio amor.
Eis a razão porque julguei ser absolutamente necessario fazer conhecer a estes selvagens, que nós os amavamos terna e infinitamente, que lhes offereciamos nossas pessoas e bens, dizendo-lhes ore-mae pémareamo «tudo o que temos é vosso.»
Por isto quando tinhamos muitos peixes, o que acontecia ordinariamente, lhes davamos todos, especialmente aos Tabajares, recem-chegados á Ilha, ainda necessitados de tudo, por não terem feito roças, especialmente os nossos visinhos.
2.º Nós lhes expunhamos os fructos e os emolumentos, que deviam esperar de nossa amisade, isto é, reforma em sua vida, conhecimento do verdadeiro Deos, defesa do nosso rei contra seos inimigos, o qual não deixaria de enviar-lhes homens e armas conforme necessitassem. Pe moé Koroiut, pere Koramrecé: Tupan mombe-ouane koroiut peam: yande mogna gare, rhé, opap katu, ahé maé mognan. Yangaturan: yandé renonde vuac ueriko: ahé gneem rupi yané rekormé. Pepusurom peamo tareumbare soiy yauaeté oreru vichaue: Pepusurum okat araia oboure uaia pepusurô anuam; quer isto dizer—«Nós vos ensinamos a viver mais para a vossa felicidade: queremos ensinar-vos o verdadeiro Deos, creador do universo, infinitamente bom, e que nos prometteo o Ceo si n’esta vida fizermos o que elle diz. Viemos defender-vos de vossos inimigos. Nosso rei, que é forte e poderoso, vos dará sempre soccorro de armas e de homens.»