Convem que para cá venham os delicados de França.
Louvo a Deos por nunca ter enjoado, com grande admiração de todos.
Quando chegamos no paiz dos calores, justamente quando estavamos sob o tropico de Cancer, quando o sol estava subindo, tive apenas dois ou tres pequenos accessos de febre passageira, graças a Deos.
Deixo o mais para outra occasião, pois agora falta-nos tempo, e sobram-nos trabalhos.
Rogae a Deos por nós, e pelos nossos companheiros, o mais que poderdes, pois agora, mais do que nunca necessitamos da graça de Deos, sem as quaes nada se consegue.
O que n’este sentido fizerdes, Deos vos compensará.
Summario de algumas coisas mais particulares, referidas vocalmente aos Padres Capuchinhos de Pariz pelo Sr. de Manoir.
O Sr. de Manoir,[116] (um dos capitães, de que se fallou na carta precedente, que fôra encontrado n’aquelle paiz com o capitão Geraldo) chegando ultimamente á França, e sendo portador da carta, ja transcripta e de muitas outras (algumas das quaes bem desejariamos aqui publicar para que não ficassem sepultadas no esquecimento as maravilhosas obras de Deos, de que ellas fallam, como que para despertarem os homens afim de louvarem a sabedoria, providencia, e bondade do Creador) contou muitas particularidades dos padres, não referidas em suas cartas.
Disse, que os padres chegando ahi começaram a edificar sua morada, construindo uma Capella para celebração da missa, e algumas cellas pequenas para residencia, sendo coadjuvados por alguns selvagens com alguns pannos e ramos de arvores.