[50] (pag. 117).

Os Tapuytapéras, cujo nome deviam á uma localidade do Maranhão, tinham cabellos cumpridos. Pertenciam á raça Tupy, pois que Migan, o interprete natural de Dieppe, entendia sua linguagem, e o mesmo succedia aos de Commã, cuja aldeia tinha indios com este nome.

Os Cahetés, no seculo XVI, constituiam uma nação essencialmente bellicosa occupando a maior parte do territorio de Pernambuco. Fallavam a lingua Tupica, ou lingua geral. Encontram-se as mais curiosas particularidades á respeito de sua organisação interna no Roteiro do Brasil, manuscripto existente na Bibliotheca Imperial de Pariz.

Hoje está sabido, que este livro, tão notavel, composto em 1587 por Gabriel Soares, é o trabalho mais completo, que existe sobre as diversas tribus do Brasil existentes no tempo do padre Ivo.

Passados muitos annos a Academia Real das Sciencias de Lisboa, reconhecendo a sua importancia, imprimio-a nas suas Noticias das nações ultramarinas, e depois o Sr. Francisco Adolpho de Varnhagem, colleccionando todas as copias d’esta mesma obra, embora sob diversos titulos, publicou uma nova edicção superior á todas, sob o titulo de Tratado descriptivo do Brasil em 1587, obra de Gabriel Soares de Sousa, senhor de engenho na Bahia, nella residente dezesete annos, seo vereador da Camara. Rio de Janeiro.—1851 em 8.º

[51] (pag. 118).

O padre Ivo quando quer designar o tubarão, escreve impropriamente requin, quando na primitiva era requiem. Pode bem ser, que o nome imposto a este peixe tão voraz provenha da rapidez com que mata.

[52] (pag. 120).

O Maracá era um instrumento symbolico, usado tanto nas festas religiosas como nas profanas. Thevet, o guarda das curiosidades do Rei, o descreveo muito bem em seos manuscriptos, inedictos, e como sei que não será desagradavel para aqui transcrevo as suas palavras: