[95] (pag. 220).
Um Caramémo é que se chama em Guyana um Pagará, isto é, um paneiro leve, feito com folhas de certa palmeira e ás vezes com bonita forma.
Claudio d’Abbeville assim tambem o chama, quando descreveo os utensilios de uma casa indigena. Barrère fez desenhar este lindo Specimen.
[96] (pag. 226).
Ivo d’Evreux, familiarisado com todos os symbolos em voga no seo tempo, não se esqueceo de uma graciosa alegoria na qual figura o Unicornio. Vide Le Monde enchantée, e especialmente a dissertação intitulada Revue de l’histoire de la Licorne par un naturaliste de Montpellier. (P. J. Amoreu.) Montpellier Durville, 1818, em 8.º 47 pags.
[97] (pag. 239).
É sabido ser esse o nome, que aos portuguezes davam os Tupinambás.
Pero quer dizer cão na lingua de Camões, mas suppõe-se que o nome—Pedro—muito usado no Brazil, provinha de tão estranha designação.
Ayres Casal conta até á este respeito uma historiasinha, recorrendo á tradicção, de como um serralheiro, chamado Pedro, fôra arremeçado pelas ondas, após um naufragio, ás praias do Maranhão. Graças a sua habilidade no trabalho do ferro fez-se este homem agradavel aos indios, e seo nome com pequena modificação servio d’ahi em diante para fazer conhecidos os individuos, que se julgavam ser da sua raça.
Em sua Corographia o Dr. Mello Moraes escreveo esta legenda muito mais completa.