Sabemos apenas que muito mais favorecido, que Ivo d’Evreux, por seos superiores, recebeo, graças ás suas cartas de obediencia, o direito de admittir noviços em seo Convento.

Não teve tempo de utilisar-se de tal privilegio, mas quando regressou á Europa, em recompensa do seo zelo foi em 1615 nomeado Guardião do grande Convento da rua de Santo Honorato.

Todos estes factos, omittidos naturalmente pelos historiadores do Maranhão, acham-se referidos nos Éloges historiques, manuscripto da Bibliotheca Imperial, e seria injustiça esquecer serem elles tambem narrados pelo Padre Marcellino de Piza.

Depois de haver contado como o Geral dos Capuchinhos Paulo de Caesena deo licença á Honorato de Pariz, então Provincial, para mandar á America uma segunda missão, disse:—«Ille nihil cunctatus, duodecim fratres ad hanc expeditionem, aptos elegit quorum animosa phalanx navem conscençâ secedens in Indiam, a barbara illa natione jam capucinorum placidis moribus assueta per humaniter fuit excepta

Na entrada dos portuguezes o Padre Archangelo de Pembroke retirou-se com os Capuchinhos francezes ficando em lugar d’elles os Franciscanos, que em numero de vinte se recolheram ao Mosteiro.

Sob a direcção de Frei Christovão Severino teve então o Convento nova regra.

Foram as bases lançadas em 1624 porem só foram cumpridas pontualmente em 4 de Agosto do anno seguinte.

Abstemos-nos porem de offerecer ás vistas do leitor as desgraçadas peripecias, porque passou este Mosteiro durante 225 annos: basta dizer, que no fim de um seculo estava quasi reduzido a ruinas.

Em 1860 o actual Guardião, que tinha sob seo governo somente dois franciscanos, mas que soube felizmente captar as sympathias dos habitantes de São Luiz, recorreo á caridade publica afim de concertar-se como merece este edificio, a que se ligam interessantes recordações do paiz.