A Ordem é actualmente muito pobre, porem offerece grande contraste, segundo é voz geral, quando em seo zelo é comparada com outros Conventos[BL] opulentos da Cidade, que estão se arruinando.

Não foram em vão as supplicas de Frei Vicente de Jesus, pois elle arrecadou grandes quantias, que chegaram para reparar os estragos do tempo.

Conservando a humilde Capella, onde orou o Padre Ivo d’Evreux, fizeram-se novas edificações que tornaram a Igreja de Santo Antonio a mais linda de tão bella Cidade.

[107] (pag. 301).

É mui curioso vêr aqui o Padre Ivo d’Evreux fazer uma especie de allusão á antigas crenças d’esses povos, as quaes Thevet, ou talvez o Cavalheiro de Villegagnon tinham guardado desde 1555, e que parece ser ignoradas pelos nossos viajantes do Seculo XVI, pois não tratam d’ellas em suas narrações.

Uma nota, mesmo concisa nos levaria muito longe, e vêr-nos-iamos forçados a chamar a attenção do leitor para um opusculo, no qual reunimos tudo o que podemos encontrar á respeito das ideias mythologicas dos Tamoyos e dos Tupinambás. (Vide sobre os Maraïta—Une fête bresilienne célébrée à Rouen em 1550 suivie d’un fragment du XVIme siécle roulant sur la Théogonie des anciens peuples du Brésil. Paris, Techener, 1850 gr. in 8.º)

[108] (pag. 301).

A legenda brazileira de geração em geração transmittio a narração das perigrinações de dois prophetas, bem distinctos, igualmente estimados por esses selvagens, que os chamou Tamandaré e Sumé.

Como Boudaha, deixou o ultimo impressas as suas pegadas sobre a rocha viva, quando deixou a terra.