N'este momento um ruido extranho tomou o navio.
Percebi uma forte dominação de oscillação, uma resistencia contra a vaga. Os movimentos da embarcação já não pareciam inertes. Via-se que ella tinha retomado a sua vitalidade… Então senti o helice… o helice! O navio movia-se. Via-se a onda esmigalhada pela prôa. Caminhavamos! Eu saltei para a abertura que desce á machina.
—Que é? perguntei a um official que subia.
—Um milagre de Pernester!
Todos tinham corrido. Era uma anciedade.
O capitão trepou rapidamente pela escada de ferro polida que do interior da machina sobe ao pavimento do navio.
Estava radiante.
—Imaginem que Pernester…
—Sim, sim, interrompi, mas então?
—Vamos a caminho. Agora sopra, tormenta, sopra! Ámanhã estamos em Malta.