—Tudo isso não quer dizer nada.

—Oh minha querida amiga…

—A sua querida amiga, interrompi, nada mais pede que um coração franco e recto. São tudo pois imaginações minhas? Não ha nada que nos separe? Pois bem, vou dizer-lhe uma cousa e juro-lhe que é irremissivel, juro que o digo em toda a frieza do meu juizo, sem exaltação e sem paixão, com o discernimento mais livre, o calculo mais positivo…

—Mas, meu Deus! Diga…

—E esta resolução, acceita-a?

—Uma resolução… E o que envolve ella?

—Envolve a unica cousa possivel, a unica que me fará crer em si, com a mesma fé com que creio em mim. Acceita-a?

—Mas como não hei de acceitar?…

—Pois bem, comecei eu.

E tomando-lhe as mãos, disse-lhe junto da face n'uma voz ardente como um beijo: