—Fujamos ámanhã.

Rytmel empallideceu levemente e retirando de vagar as suas mãos d'entre a pressão das minhas:

—E sabe que é uma cousa irreparavel?

—Sei.

Elle sentara-se, com os olhos sobre o tapete, e eu no emtanto, de pé junto d'elle, com a minha mão pousada sobre o seu hombro, dizia-lhe como no murmurio de um sonho:

—Pensava n'isto ha um mez. Vamos para Napoles. Vamos para onde quizer. Adoro-te… É como uma pessoa que se deixa adormecer. Adoro-te, e quero viver comtigo…

Pousei-lhe a mão sobre a testa, ergui-lhe a cabeça, para ver a resposta dos seus olhos; estavam cerrados de lagrimas.

—Meu Deus! Rytmel, tu choras…

—Não, não, minha querida! estava pensando em minha mãe, que não torno talvez mais a ver… Acabou-se… Amo-te, amo-te… e… Avante!

E tomou-me nos seus braços, ardentemente, como sellando um pacto eterno.