—Quer dormir?
—Não.
Ella então olhou-me, fez-se extremamente pallida:
—Mas, senhora condessa, que quer isto dizer?
—Dá-m'o. Dá-m'o, Betty. Pensas que me quero matar?
Ella calou-se.
—Oh, doida! disse eu, rindo. Se me quizesse matar não t'o pedia. Mas sou feliz… Passaram-se outras cousas, vês tu? Não t'as digo, mas sou feliz. Sabes o que é? É que me vou logo encontrar com elle.
E com a voz mais baixa, como envergonhada:
—É ás dez horas, e vês tu? Queria dormir para não esperar.
—Oh, minha senhora, não lhe vá fazer mal! De resto, eu lh'o dou. O frasco d'opio está aqui n'esta gaveta do lavatorio. Não lhe faça isto mal, meu Deus!