—Trazia naturalmente isso, queria concertar não sei quê, em casa… um caixote…
O mascarado tomou a luz, approximou-se do morto, e por um movimento rapido, tirando a manta de viagem, descobriu o corpo: a luz caiu sobre a livida face do cadaver.
—Conhece este homem?
O desconhecido estremeceu levemente e pousou sobre o morto um longo olhar, demorado e attento.
Eu em seguida cravei os meus olhos, com uma insistencia implacavel nos olhos d'elle, dominei-o, dísse-lhe baixo, apertando-lhe a mão:
—Porque o matou?
—Eu? gritou elle. Está doido!
Era uma resposta clara, franca, natural, innocente.
—Mas porque veiu aqui? observou o mascarado, como soube do crime? Como tinha a chave? Para que era este martello? Quem é o senhor? Ou dá explicações claras, ou d'aqui a uma hora está no segredo, e d'aqui a um mez nas galés. Chame os outros, disse elle para mim.
—Um momento, meus senhores, confesso tudo, digo tudo! gritou o desconhecido.