—Bravo! Bravo! gritavam os inglezes em roda.

A luz do punch erguia-se, balançava-se, valsava tambem. Carmen e Rytmel passavam como sombras, levados por um vento leve, cheios dos reflexos idealisadores da chamma azul. O som frenetico da flauta perseguia-os; parecia que elles iam voar, desapparecer entre as cordagens, dissipar-se na noite. Os inglezes gritavam, erguendo os chapeus:

—Hip! hip! hip!

Eu notava na condessa, entretanto, uma vaga sobre-excitação: estava observando de longe com os olhos resplandecentes, o seio arquejante. Apenas a valsa findou, ella tomou o braço do capitão, e ouvi-lhe dizer n'uma voz grave e reprehensiva:

—Não dance mais.

Fiquei surprehendido. Que havia? Um segredo? Pois a condessa, tão altiva, tão casta, tão timida!…

Approximei-me d'ella.

—Prima, é tarde. Não quer descer?…

Ella olhou-me serenamente, sorrindo.

—Não. Porquê?