E affastou-se com o capitão Rytmel para ao pé da tenda onde de dia se fumava, e agora deserta e quasi escura.

Eu machinalmente fui-os seguindo, cheguei-me imperceptivelmente pelo lado opposto, e quasi sem querer ouvi.

O capitão dizia-lhe:

—Mas porque duvida? Eu desprezo aquella mulher. A nossa amisade nada perde, e nada soffre. Ella foi para mim um capricho, e historia de um momento. Agora nem uma recordação é…

Continuaram fallando baixo, e melancolicamente. Eu fui encostar-me um momento á amurada. Erguera-se vento, e o vapor começava a jogar…

Quando me approximei de novo dos grupos ruidosos, ouvi casualmente Carmen que dizia:

—Onde se some aquelle capitão Rytmel? Desappareceu outra vez com a condessa, não viram? Vamos procural-os.

Comprehendi a traição. Corri rapidamente, sem ser percebido, á tenda fumoir, entrei, sentei-me n'um banco, conversando alto, ao acaso. A tenda estava apenas allumiada por uma lanterna. A condessa ao ver-me apparecer assim tão bruscamente, fizera-se pallida de colera.

Mas n'este momento chegavam alguns officiaes, gritando:

—Rytmel! Rytmel!