Quando fôres ao cemiterio
Ai Soledad, Soledad!...

Ai! que dos teus negros olhos
Me vem hoje a perdição...


Baldadas são tuas queixas,
Escusados são teus ais,
Que é como se eu morto fôra.
E não me verás nunca mais!...


Quem te v'rá sem que estremeça,
Torre de Santa Ireneia,
Assim tão negra e callada,
Por noites de lua cheia...

Ai! Assim callada, tão negra,
Torre de Santa Ireneia!

Ai! ahi estás, forte e soberba,
Com uma historia em cada ameia,
Torre mais velha que o reino,
Torre de Santa Ireneia!...

Quem já tinha em Portugal
Terras de Santa Ireneia!

Lá passa a negra figura...