—Sem mim? gritava eu, ciumento.

Ella jurava que sem o seu portuguezinho valente não queria habitar nem o céo!

Eu, regalado, pagava o champagne.

E os dias assim foram passando, leves, flaccidos, gostosos, repicados de beijos—até que chegou a vespera sombria de partirmos para Jerusalem.

—O cavalheiro, dizia-me n'essa manhã Alpedrinha engraxando os meus botins, o que devia era ficar aqui na Alexandriasinha, a refocilar…

Ah! se pudesse! Mas irrecusaveis eram os mandados da titi! E, por amor do seu ouro, lá tinha d'ir á negra Jerusalem, ajoelhar diante de oliveiras seccas, desfiar rosarios piedosos ao pé de frios sepulchros…

—Tu já estiveste em Jerusalem, Alpedrinha? perguntei, enfiando desconsoladamente as ceroulas.

—Não senhor, mas sei… Peor que Braga!

—Irra!

A nossa cêa com Maricocas, á noite, no meu quarto, foi cortada de silencios, de suspiros: as velas tinham a melancolia de tochas: o vinho anuviava-nos como aquelle que se bebe nos funeraes. Topsius offertava consolações generosas.