—Lapidada! lapidada!—prorompeu a multidão.
Erguiam-se braços com paus; appareciam rostos inflammados; sentiam-se os gritos agudos, arrastados, das mulheres.
Jesus tinha o olhar abstracto; aos seus pés a mulher soluçava; os soldados riam.
O escriba fallava, com gestos abundantes:
—Rabbi—dizia—a lei de Moysés, a nossa lei, diz que a mulher adultera deve ser lapidada; mas tu que a commentas, explica a lei; o que pensas tu, Rabbi?
Jesus olhou o escriba serenamente.
—O Rabbi de Nazareth perdoa sempre esses peccados—gritou alguem entre a multidão.
Sentiram-se risos. Um velho, aspero, adunco, gritava:
—Elle vive com as mulheres possessas; elle vive com os publicanos!
E um phariseu bradou: