—Paz e alegria, Rabbi!—disse eu.—Velavas?
—Velo sempre. Bemaventurado o que vela! Elle é como o servo diligente, que espera acordado o seu senhor que foi para as bodas: e mal o sente chegar, corre logo a abrir.
Jesus calou-se, perdendo o olhar no ineffavel espaço luminoso.
Eu approximei-me, e com uma voz profunda, convencida, disse:
—Creio em ti, Mestre!
Jesus olhava, enlevado, transcendente.
Havia um silencio: eu estava constrangido, e dizia para o chamar ás nossas communs imaginações:
—Rabbi, o que é necessario, segundo pensas, para alcançar, feliz, a vida eterna?
Jesus pousou em mim, demoradamente, os seus olhos severos.
—Serves o templo—disse—serves a lei, e não conheces a lei; a lei que diz?