—«Saberás, por ventura com satisfação, que estou seguindo o teu antigo conselho: Ennevoei-me, outra vez, totalmente, no phantastico,—n'aquelle velho phantastico da Gazeta de Portugal, feito agora com menos abutres, e em prosa talvez menos barbara que então: Estou escrevendo a vida diabolica e milagrosa de São Frei Gil;—e por signal,—dir-to-hei agora aqui, quando justamente nos achamos sob arvoredos,—que a nossa riquissima lingua portugueza me parece deficiente em côres com que se pintem selvas;—e tambem te confiarei que, tendo mettido, por minhas proprias mãos, o santo bruxo n'uma floresta, não sei como o hei-de tirar de lá».
Cintra, Setembro de 1903.
Jayme Batalha Reis.
NOTAS DE RODAPÉ:
[1] Hoje, travessa do Gremio Luzitano.
[2] Veja-se Eça de Queiroz. Um genio que era um Santo. Anthero de Quental. In memoriam—Porto, 1896, pp. 499-502; J. Batalha Reis, Annos de Lisboa, Idem, 442-445.
[3] Hoje, rua do Diario de Noticias.
[4] Pag. 107 do presente livro.
[5] Veja-se p. 133 do presente volume.
[6] 3 de Novembro de 1867, p. 142 do presente volume. Veja-se tambem a Carta a Carlos Mayer, pp. 133-145.