Porém esta não podia casar com o rei emquanto Batou fosse vivo; preferindo porém ser rainha a mulher de um heroe revela ao rei o segredo da vida de Batou.

O cedro então é cortado e Batou morre.

Anpou que ia visitar o irmão, encontrando-o morto, parte á busca do coração para o fazer resuscitar, e só ao fim de quatro annos é que consegue descobrir no interior de um cedro o coração do irmão.

Depõe-o logo n'um vaso cheio de liquido sagrado e passado um dia o coração começa a palpitar e Batou revive. Anpou faz-lhe beber o liquido e o coração e Batou adquirindo todo o seu passado vigor transforma-se n'um touro que todo o Egypto venera.

A rainha ao saber que Batou vive transformado em touro, obtém do rei que este o mande matar, porém quando o animal era immolado as suas primeiras gotas de sangue logo que tocaram no sólo deram nascimento a dous cedros, nova transformação de Batou.

O rei a pedido da mulher, faz cortar as arvores, trabalho a que ella assiste jubilosa.

Porém um pequenino fragmento de madeira salta e entra-lhe pela bocca, sem que lhe seja possivel expellil-o. Passados dias vê a rainha que está gravida e no fim do tempo proprio, dá á luz um formoso rapaz, nova incarnação de Batou.

[MARMELLEIRO.]

O marmelleiro foi na antiguidade consagrado a Venus, e o seu fructo considerado como um penhor de amor.

Outr'ora os noivos, segundo Plutarco, comiam marmellos, para lhes tornar agradavel a sua primeira entrevista e segundo outros para obter filhos varões. Porém a verdadeira consagração do marmelleiro e do marmello a Venus, isto é ao amor, vem de um facto astucioso que a antiguidade altamente celebrou.