Akontius apaixonou-se doidamente pela formosa Cydippe de Delos. Não se atrevendo a fazer-lhe uma declaração de amor, colocou no templo de Diana, junto do local onde Cydippe costumava fazer as suas orações á deusa, um marmello com a seguinte inscripção: Pela divindade de Diana, juro que serei esposa de Akontius.

A rapariga entrando no templo e vendo o fructo apanhou-o e leu em voz alta a inscripção fazendo por isso, inconscientemente o juramento sagrado de esposar Akontios, o que religiosamente cumpriu.

[ROMÃ.]

A romã simbolisa a fecundidade e a riqueza pelo grande numero de sementes que em si contém. Foi um fructo muito apreciado pelos antigos que o tinham em especial estima.

Dario, o grande rei asiatico, repetia frequentemente que só desejava possuir tantos amigos fieis como de sementes tem uma romã.

Era tambem frequente, n'aquelles bons remotos tempos os povos presentearem os reis que os visitavam com romãs, significando assim que lhes desejavam tão numerosos e felizes annos de vida, como as sementes contidas nos fructos.

Na Turquia, as noivas, após a ceremonia do casamento, atiram violentamente com uma romã ao chão; se o fructo não rebentar é signal que não terão filhos, e rebentando terão tantos quantas forem as sementes que d'elle se espalharem pelo sólo.

A romanzeira era tambem arvore phallica por excellencia, facto confirmado pela seguinte e antiquissima lenda narrada por Oppiano.

Um homem viuvo namorou-se tão furiosamente de uma filha por nome Sida, que esta teve de suicidar-se para escapar á infame perseguição do pae. Os deuses condoídos transformaram Sida em romanzeira e o pae em falcão, e é por isso—diz Oppiano—que estas aves nunca pousam na romanzeira, evitando-a cuidadosamente.

[AÇUCENA.]