Como preito já velho, honroso, e ufano,
A um jornal pulha dão seu nome (Elmano).
Quebram-lhe a penna as pedras dos garotos…

Lavam-no (agora!) a bombeiral esguicho,
E o livro (que não leram!) cheio de lixo,
E o pedestal mijado por marotos…

+Depois da conferencia do dr. Manuel de Arriaga+

Conheciam-no só p'lo vão renome:
D'aquella esguia estatua (que é grotesca)!
Ou d'um antigo galeão de pesca
Que se condecorava com seu nome.

Outros d'um theatro que morreu de fome
Depois d'uma existencia principesca,
E muitos da anedocta picaresca…
Que ainda ha quem a sério não o tome…

Agora que é sabido o que elle foi…
Inda o 18 (esperto e audaz heroe)
É capaz de o metter no cagarrão.

O que o livra do estranho desacato
É o Teixeira (que apanhou retrato…)
Sêr o Macaco lá da commissão!

+A consultar os astros+

O Presidente que é um homem sério
E que é de letras gordas, mas facundo,
Vae deslumbrar a terra, a patria, o mundo,
Com um discurso pleno de podério.

Andam da inspiração no grave imperio
O Brandãosinho, lyrico profundo,
E o Leonardo, de genio furibundo,
Que só de ouvir-lhe a voz treme o hemispherio.