O Jorge Gomes e outros luminares,
João Pinto, Luciano, andam nos ares
Como o Padilha interrogando estrellas…

Sonham foguetes, córos, reinações,
Mas tremem de pavor e em orações
Rogam ao Deus das chuvas e procellas…

+Pede-se um Bocage para a associação dos caixeiros+

I

Zé Paulo, que é rapaz escrupuloso,
Diz que não quer apresentar retrato
Ou seja bom ou mau, caro ou barato,
Nas festas que prepara cuidadoso.

Cousa menos que um busto é desacato!…
«Um busto em corpo inteiro!» grita ancioso…
E vae, falla a um gallego talentoso
Para servir de Elmano com recato.

Para fazer de Poeta, outro Poeta!
Tem você alli um, no campo, á Lage
Mas consta já, por fim, (ou será peta)?

Já estar o Augusto Mattos contractado
Para fazer de busto de Bocage,
Em REPRISE de entrudo, enfarinhado.

II

Pobre Zé Agostinho! Infeliz sorte
A que Deus dá sempre aos que são maiores!
Olha para Bocage e outros cantôres…
Ao menos que esta ideia te conforte!