—Em quem crês? Porém não é isso; o que eu pergunto é: Qual é o Cristo da tua devoção? É o Cristo do Prado, da Fé, o Cristo do Perdão, ou, emfim, qualquer dos muitos outros Cristos?
—A nenhum desses, porque não conheço mais do que o Cristo, Filho de Deus, que está nos céus.
Neste momento foi interrompida a conversa, porque lhes chamou a atenção um tropel de gente que vinha rua acima. No meio da multidão, vinham dez ou doze rapazes com guitarras e bandurras, e na frente deles um rancho de mulheres, jovens tambem, e vestidas ao uso do povo, de saias redondas, como eles dizem, porém com luxo. Ao chegar á oficina do carpinteiro, deixaram de tocar, pararam, e o que fazia de director disse:
Vá; siga a seguidilla.
As guitarras deram a entrada, e uma mulher cantou:
Ó Antonio glorioso
Livrae-nos de todo o mal,
Alcançando-nos a vitoria
De toda a força infernal.
—Senhores, lá para dentro toda a gente—disse o sr. João;—porém onde estão essas mulheres?... Brigida... Antonia...