Quando o ministro terminou a leitura, disse:
Meditemos agora sobre o versiculo 22 do capitulo que acabamos de ler.
Amados irmãos e amigos: Deus, por um ato da Sua infinita misericordia, reuniu-nos hoje aqui em redor dum cadaver para obrigar-nos a pensar no que somos e quando e como morreremos. Com relação ao primeiro ponto, o que é a vida do homem, as Escrituras nos dizem que é vaidade, e que os seus dias passam como a sombra. No livro do Eclesiastes lemos: «Quem sabe qual é o bem do homem na vida? Todos os seus dias são vaidade, os quaes passam como sombra.» Agora na presença deste cadaver, que é um dos muitos testemunhos sagrados que existem, o homem perguntará: «Nasci eu tão sómente para sofrer e morrer?» Não, certamente. O homem não foi creado para sofrer e morrer, o homem foi creado para gozar e ser feliz; porém o homem, por um ato do seu livre arbitrio, atraiu a morte sobre si e sobre toda a terra.
Pouco a pouco foram-se todos retirando, e muitos daqueles que ali tinham ido por curiosidade ou por espirito de critica sairam, dizendo o que disse a mulher que foi ver se descobria no caixão o presunto, o vinho e os pães:
—Não se pode dizer nada em presença disto. O que é certo é que isto é mais serio e ha nisto mais verdade do que em tudo o que vêmos na nossa egreja. Desde hoje, ainda que eu o não seja, defenderei os protestantes, e ámanhã... ámanhã, quem sabe?...
O enterro de Josefa, ou, antes, a sua morte, foi um acontecimento para os visinhos da casa que já conhecemos.
«Então como vae o trabalho?»