—Sim, sim, iremos.
—Porém, amigas—disse Francisca,—não teem observado que caracter tão bom é o da familia de Julião?
—Sim, sim—respondeu Vitoria,—não negam um favor a ninguem. Olhe, quando meu marido caiu enfermo, Dôres foi a primeira que veiu perguntar se era preciso alguma coisa, e ao sair deixou-me um duro, que eu lhe quiz restituir, e que ela nunca quiz receber. São muito caritativos.
Assim continuam falando; porém deixemol-as para irmos ouvir dois amigos nossos.
—Creio, querida Brigida, que já estarás convencida, e que se antes julgava mal era porque me haviam dito o contrario do que tenho visto.
—Minha mãe, não resista ás verdades do Evangelho. Viu como morreu a mãe de Dôres. Que fé não manifestou até ao seu ultimo suspiro! E, como vê, ela não se confessou nem comungou, e no emtanto recebeu a morte com a alegria que todos presenciámos.
—É verdade, é verdade!
—Creia-me, minha mãe, no que lhe digo. Venha comnosco á capela, e verá como ali se fala de Jesus. Tenha fé para ter vida em sua alma. Jesus é tudo, e sem Jesus não ha nada. Jesus é amor, como Seu Pae é amor; e se o amor do Pae se demonstra duma maneira tão manifesta, em dar Seu Filho para morrer por nós, não foi menor o amor de Jesus em dar-Se a Si por nós.
—Bom, bom; irei á capela, e verei. A verdade é que tenho visto coisas que me teem agradado.