—Confio em Deus, e isso me basta.

Julião saiu, e dentro de poucos momentos estava no gabinete do sacerdote.

Depois de se saudarem mutuamente, o P.ᵉ Francisco disse:

—Certamente que ha de estranhar que eu o mandasse chamar, não é verdade?

—Com franqueza—respondeu Julião,—nem estranho, nem deixo de estranhar.

—É que eu estou convencido de que o senhor é um homem de bem, mas um pouco exaltado em assuntos de religião; um dia virá, porém, em que caia em si e se arrependa; finalmente, eu rogarei á Virgem para que assim suceda. Agora cumpra a missão para que o mandei cá chamar.

—Sim, senhor, tomarei a medida e irei em seguida colocar os vidros.

Julião saiu; e o padre, passeando pela casa, dizia, falando comsigo mesmo:

—Já está lançada a rêde, e o peixe cairá nas suas malhas.

Julião entrou em seguida, e, emquanto punha os vidros, disse-lhe o P.ᵉ Francisco: