—Tome lá um cigarro, sr. Julião.

Julião aceitou o cigarro que o padre lhe ofereceu, e em seguida foi ocupar-se do seu serviço.

Passados alguns momentos, o P.ᵉ Francisco disse:

—Então, como vae o trabalho?

—Bem, graças a Deus.

O sacerdote não sabia como principiar a conversa que tinha por fim averiguar quem eram os que com Julião frequentavam a capela evangelica. Assim é que, com uma refinada sagacidade, disse:

—Eu não vejo um grande movimento de obras em Madrid. Não ha construções; quem tem dinheiro guarda-o, e isso não é bom sinal.

—Pois agora vae ter logar um grande numero de edificações, e eu espero tomar de arrematação tudo o que diz respeito á minha arte, num novo bairro que se vae abrir.

Os olhos do padre faiscaram raios de alegria, porém dissimulou quanto pôde, e, com ares de indiferença, disse ao vidraceiro: