—E quem é o capitalista que vae empreender essas construções?
—O conde de X...—respondeu Julião, emquanto colocava um vidro no caixilho da janela.
O padre saltou de alegria. Se Julião o tivesse visto, desde logo teria suspeitado de alguma coisa; porém, felizmente para o sacerdote, e infelizmente para ele, estava de costas, ocupado no seu trabalho, e não pôde notar coisa nenhuma.
—Isso é bom, mestre, isso é bom—disse o P.ᵉ Francisco—ter bons freguezes; agora o que é preciso é não os deixar fugir.
—É casa que paga muito bem aos operarios e artistas a quem dá trabalho.
—Diga-me agora: no caso de que seu filho viva, que modo de vida pretende dar-lhe?
—Ele é ainda muito pequenino para falarmos disso; porém, sem embargo, o que eu lhe afirmo é que não violentarei a vocação de meu filho; ofereci-o ao Senhor, e teria muito gosto em poder vêl-o um ministro d’Ele.
—Porém, homem, se me permite, dir-lhe-hei que não pode haver um fiel ministro do Senhor fóra da egreja romana.
—Perdõe, sr. P.ᵉ Francisco; porém, se um individuo prega o Evangelho com fidelidade, esse tal é um fiel ministro do Senhor.