—Bom; eu perdôo-lhe todos os pecados, tanto os confessados como os esquecidos, sub conditione.

—Como?

—Com a condição de que ha de fazer o que lhe tenho dito.

—Sim, padre, sim.

—Pois agora vou dar-lhe a seguinte penitencia: jejuar durante sete dias, rezando em cada dia, á hora a que devia almoçar, um rosario, tres salvé-rainhas e tres crédos; além disto, deve ouvir sete missas, sendo quatro pagas por v. ex.ª, em desagravo de Maria Santissima e pelas bemditas almas do purgatorio; isto como justa expiação de ter ficado sem missa no dia preceituado pela egreja como dia de guarda.

—Agora, pergunto-lhe: sabe de alguma esmola que eu possa fazer?

—As freiras de A. precisam dum sino maior do que aquele que teem.

—Pois bem, eu me encarregarei disso. Far-lhes-hei presente dum sino cujo som seja claro e se ouça distintamente ao longe.

—Bem, filha, muito bem; isso é muito meritorio, pois que o sino é a voz de Deus. (Pobres visinhos dos arredores do convento!).